Farmacêuticos contra a H1N1

PROCURE ORIENTAÇÃO FARMACÊUTICA

O crescente número de casos da gripe H1N1, inclusive com a incidência de centenas de mortes no Estado de São Paulo, reforça a necessidade de estar alerta aos cuidados para evitar a contaminação. Para isso, o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo está treinando os farmacêuticos para que estejam preparados para o esclarecimento de dúvidas sobre a doença nas farmácias.

De acordo com o boletim do Centro de Vigilância Epidemiológica, 1.130 pessoas foram diagnosticadas com a doença no Estado de São Paulo, sendo que 202 morreram em decorrência de complicações da gripe. Neste ano, até 30 de abril, no Brasil, foram registrados 2.467 casos de influenza de todos os tipos no Brasil. Deste total, 2.085 por influenza A (H1N1), sendo 411 óbitos, com registro de um caso importado (o vírus foi contraído em outro país). Os dados constam no Boletim Epidemiológico de Influenza do Ministério da Saúde.

A farmácia é o estabelecimento de saúde mais próximo à população, com um profissional de nível superior capacitado à disposição para orientar sobre uso de medicamentos, efeitos colaterais, identificação de sintomas e encaminhamentos necessários. Evite a automedicação, ela pode gerar problemas mais sérios.

Procure orientação farmacêutica.

Sintomas

Os sintomas da gripe H1N1 são semelhantes aos causados pelos vírus de outras gripes. No entanto, requer cuidados especiais a pessoa que apresentar febre alta, acima de 38º, 39º, de início repentino, dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e inapetência. Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos e diarreia.

Diagnóstico

Existem testes laboratoriais rápidos que revelam se a pessoa foi infectada por algum vírus da gripe. No caso do H1N1, como se trata de uma cepa nova, o resultado pode demorar mais tempo. No entanto, nos Estados Unidos, já foram desenvolvidos “kits” para diagnóstico, que aceleram o processo de identificação do H1N1.

Recomendações

  • Lavar frequentemente as mãos com bastante água e sabão ou desinfetá-las com produtos à base de álcool;
  • Jogar fora os lenços descartáveis usados para cobrir a boca e o nariz, ao tossir ou espirrar;
  • Evitar aglomerações e o contato com pessoas doentes;
  • Não levar as mãos aos olhos, boca ou nariz depois de ter tocado em objetos de uso coletivo;
  • Não compartilhar copos, talheres ou objetos de uso pessoal;
  • Suspender, na medida do possível, as viagens para os lugares onde haja casos da doença;
  • Procurar assistência médica, se o doente pertence a um grupo de risco e se surgirem sintomas que possam ser confundidos com os da infecção pelo vírus H1N1 da influenza tipo A. Nos
  • outros casos, permanecer em repouso e tomar bastante líquido para garantir a boa hidratação.

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